ELA

7 de mai. de 2010

STRESS & RESILIÊNCIA


De acordo com a pesquisa realizada pela ISMA-BR, 70% dos brasileiros sofrem as consequências do stress. Destes, 30% são vítimas da Síndrome de Burnout, um termo que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho.
O termo "burnout" descreve principalmente a sensação de exaustão da pessoa acometida.

Estudos também mostram que algumas pessoas passam pelo mesmo processo de pressão e adversidade no ambiente de trabalho, mas não entram no estado de stress ou "burnout", suportando a pressão mantendo-se equilibradas; isto é, sem quebras emocionais. Estas pessoas são chamadas de " resilientes", pois possuem atitudes diferenciadas em relação às adversidades no trabalho ou na vida pessoal.

Resiliência é uma palavra que vem do latim RESILIO, que significa "voltar ao normal". O conceito foi criado em 1807 pelo cientista inglês Thomas Young, que fazia estudos sobre a elasticidade dos materiais. Mais tarde, a resiliência foi incorporada pela Física como "a capacidade que certos materiais têm de acumular energia quando submetidos a um esforço e, cessado o esforço, retornar ao seu estado natural sem sofrer deformações permanentes". É o que acontece com uma vara de salto em altura: quando o atleta toma impulso para saltar, a vara se curva, acumula energia, projeta o atleta sobre o obstáculo e depois retorna ao seu estado normal.

Em Ciências Sociais, resiliência "é uma qualidade de resistência e perseverança da pessoa humana face às dificuldades que encontra..."
Em Medicina é, " a capacidade que o indivíduo tem de resistir, por si próprio ou por medicamentos, a uma doença, infecção ou intervenção".
Em Biologia, é " a capacidade que a natureza tem de se reorganizar após passar por uma situação de devastação".

Nas últimas décadas do século XX, o termo resiliência foi abraçado pela Psicologia, para denominar "a capacidade que o ser humano tem em superar situações adversas (perdas, stress, crises) com o mínimo de disfuncionalidade no seu comportamento, adaptando-se ou ajustando-se à nova situação" - como um "acumulo de energia" para, como a vara do salto em altura, projetar-se para resolver as adversidades que está passando.

Ser resiliente é uma questão de atitude, isto é, entrar em ação para solução das pressões e adversidades cotidianas. A pessoa resiliente não se permite entrar na sintonia do medo e da tristeza, emoções que paralisam, impossibilitando a retomada da ação.
Resiliência significa o equilíbrio entre tensão e a capacidade de lutar, além de servir de aprendizado para estarmos preparados quando outra situação adversa acontecer.
Pessoas resilientes abrem-se para outro nível de consciência.

"A pessoa resiliente primeiramente questiona o que deve ser feito para solucionar o problema, investigando várias opções, utilizando a sua flexibilidade e criatividade para sair do momento adverso. Concluído esse processo ela entra em ação, pois agora possui MOTIVAÇÃO; isto é, motivos para entrar em ação e fazer o que tiver que ser feito para minimizar ou até mesmo sair da adversidade". (Ricardo Piovan).

Não se é resiliente sozinho, embora a resiliência seja íntima e pessoal.

Um dos fatores de maior importância é o apoio e acolhimento, feito em geral por outro indivíduo, e essencial para o salto qualitativo que se dá. Alguns autores nomearam essas pessoas: - Flash chamou-o "mentor de resiliência"; - Cyrulnik chamou-o "tutor de resiliência"; e atualmente, eu o chamaria de "Coach". Nomenclaturas a parte, a resiliência ganha hoje seu espaço na pesquisa em ciências humanas, médicas, sociais, administrativas, etc.

Mas, não se pode dizer que, a figura de mentor|tutor|coach irá operar um milagre. "A resiliência é, na verdade, o resultado de intervenções de apoio, otimismo, dedicação, idéias, conceitos que entram nas ciências como Causa e Efeito, Intervenção e Resultado, Hipótese e Tese de que as relações intra e inter-humanas são relações que ultrapassam o rigor do empirismo para encontrar o acaso". (Prof.Dra. Sandra Maia Farias Vasconcelos).

Como desenvolver e|ou aumentar a Resiliência:
Dr.Alberto D´Auria fornece as seguintes orientações:

* mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente.
Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade;
* aprender a adotar métodos práticos de relaxamento e meditação;
* praticar esporte para aumentar o ânimo e a disposição;
* procurar manter o lar em harmonia, pois isto representa "o ponto de
apoio para recuperar-se";
* aproveitar parte do tempo para ampliar conhecimentos, pois isto
aumenta a autoconfiança;
* assumir riscos (ter coragem), pois não adianta brigar com os problemas mas enfrentá-los para não ser destruído por eles;
* tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos no mercado de trabalho;
* usar a criatividade e a imaginação para quebrar a rotina e mudar seus
hábitos para resolver situações imprevistas, adversas e delicadas;
* transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um
futuro bom e melhor;
* apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas);
* separar bem quem você é e o que você faz;
* permitir-se sentir dor, recuar e, às vezes, enfraquecer para, em seguida, retornar ao seu estado original.

Vantagens
O desenvolvimento da resiliência pode proporcionar ao ser humano as vantagens:

* permitir nossa reciclagem pessoal através da renovação de nossas
energias e da reintegração ou ajustamento à uma nova realidade;
* fornecer a oportunidade de curar velhas feridas;
* descobrir novas formas de lidar com a vida e de nos organizarmos
de modo mais eficaz;
* melhor preparação para lidarmos com pressões;
* fornecer meios de reduzir pressões desnecessárias, reconhecendo como são criadas e mantidas;
* desenvolver a capacidade que cada um tem de se adequar e flexibilizar às situações sem perder seus objetivos.

A resiliência fortalece o desempenho mantendo as habilidades e competências necessárias para que o indivíduo continue seu aprendizado, seu desenvolvimento e ascensão de sua carreira profissional.

Características da pessoa Resiliente:
Para Frederic Flach, as características são:

* capacidade de aprender;
* auto- respeito;
* criatividade na solução de problemas;
* habilidade em recuperar a auto-estima quando diminuída ou
temporariamente perdida;
* independência de espírito: autonomia;
* liberdade e interdependência;
* habilidade de fazer e manter amigos;
* disposição para sonhar;
* bom senso de humor;
* grande variedade de interesse.

Já, para Eduardo Camello, autor do livro " Supere - A arte de lidar com as adversidades" - (Ed.Gente), são resilientes as pessoas que possuem uma combinação das seguintes qualidades:

* são bastante confiantes: acreditam em si mesmos e naquilo que são
capazes de fazer;
* gostam e aceitam mudanças: encaram as situações de stress e
adversidades como desafios à serem sempre superados;
* têm baixa ansiedade e alta extroversão: são abertos a novas experiências e formas de fazer as coisas;
* nunca desanimam: têm auto-conhecimento e auto-estima positivos;
* são emocionalmente inteligentes: conhecem suas emoções, conseguem automotivar-se, reconhecem emoções em outras pessoas
e sabem manejar relacionamentos;
* são altamente criativos: procuram constantemente por inovações.
Não se conformam com a monotonia.

"Comece a prestar mais atenção a você mesmo quando situações adversas, como um acontecimento do passado lhe trouxer lembranças amargas ou ser acometido por uma doença ou uma perda, ou... se você fica "pra baixo" ou deprimido. Este é o momento que a vida está lhe dando para saber, realmente, se você é resiliente ou não". (Dr.Luíz Roberto Fava).

Ou, como afirma Kelly Young: " O problema não é o problema. O problema é a atitude em relação ao problema".

O que faz toda a diferença!


Dr.Alberto D´Auria: ginecologista e Superintendente de Saúde Ocupacional do Hospital e Maternidade São Luís.
Frederic Flach: Professor Adjunto Associado de Psiquiatria da Cornell University Medical College; Psiquiatra da Clínica Payne Whitney em New York e do St. Vincent´s Hospital (falecido em 2006).
Dr. Luiz Roberto Fava: Cirurgião - Dentista e Palestrante em Motivação e Qualidade de Vida.


16 de abr. de 2010

VOCÊ É "HANDS ON"? - Max Gehringer




Li um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais.
E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem Hands On.

Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.
Não que fosse um exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego.A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido.
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico...

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno... E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade.

Seu Borges: - Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: - In a hurry!
Seu Borges: - Saúde.
Fabiana: - Não, Seu Borges, isso quer dizer "bem rapidinho". É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?
Seu Borges: - E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: - O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: - Não, não! Cópias normais mesmo.
Fabiana: - Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.
Seu Borges: - Fabiana, desse jeito não vai dar!
Fabiana: - E eu não sei? Preciso urgentemente de um auxiliar.
Seu Borges: - Como assim?
Fabiana: - É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: - Olha, nesse momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: - Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro...
Seu Borges: - Futuro? Que futuro?
Fabiana: - É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: - Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: - Sei. Mas o senhor é hands on?
Seu Borges: - Hã?
Fabiana: - Hands on ... Mão na massa.
Seu Borges: - Claro que sou!
Fabiana: - Então, o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada!

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas.
2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisa delas.

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente super qualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel.

Pessoas super qualificadas não resolvem simples problemas!

Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação... só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava "nóis vai" e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida.

- Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as Empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.


Precisamos rever nossos conceitos e equilibrar nossa noção de Valor.
Num mundo onde a necessidade de "Qualidade total" fez com que as diversas empresas
investissem fortunas em ISOS - treinamentos, qualificação, etc; é impressionante
se constatar que, NUNCA HOUVE TANTO RECALL como nos últimos tempos.
E sabe o pior?
Ninguém se deu conta disso!
Talvez porque a capacidade de raciocínio, de questionamento, honestidade, ética,
esteja embotada... talvez, porque vivemos num mundo onde
tudo e todos são descartáveis. Pressupondo-se ausência de valor....
Talvez porque a inércia tenha nos dominado, imobilizando nossa humanidade,
elevando nossa vaidade, turvando nossa visão... apagando o nosso comprometimento...

Denise Andrews

2 de abr. de 2010

AMOR, RESPEITO E LIBERDADE



Aquilo que existe em mim, e faz parte de mim, pode ser transformado.
Aquilo que é do outro, e faz parte do outro, só pode ser transformado pelo outro e será compreendido e aceito por mim, dentro dos meus limites.

Posso falar ao outro como me sinto em relação ao que ele faz ou diz.
Mas não tenho o poder de controlar o que ele faz ou diz.

Não posso afirmar: "aquilo que você fez ou disse me feriu". Eu é que me feri com aquilo que o outro fez ou disse.
E nesse momento o outro se torna meu mestre.

Sou dono das minhas emoções, sensações e sentimentos.
Sou dono das minhas atitudes, pensamentos e palavras.

Não é coerente dizer que fiz algo com alguém só porque alguém fez outra coisa comigo primeiro. Agindo assim sou apenas resposta e eco.
É mais valioso optar por agir inspirado pela divindade ao invés de apenas reagir inspirado pelas memórias.

É mais sensato perceber que sou senhor das minhas ações, e se faço ou fiz algo, sou o grande responsável por isso.
Reconheço que sou 100% responsável.

Quero amar com liberdade. Quero amar com plenitude. Quero amar antes de tudo porque é bom amar.

(autor desconhecido)


11 de mar. de 2010

ENTREVISTA COM O DR.PAULO DE TARSO LIMA









A cura está no doente, diz médico
foto: divulgação - 27 de janeiro de 2010
Por Luiz De França
Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein:
energia e religião no caminho da cura
Não é habitual ouvir um médico respeitável, de uma instituição de saúde modelar, falar sobre o papel da energia do corpo humano e da religião no caminho para a cura. É justamente o caso do cirurgião Paulo de Tarso Lima, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. A medicina integrativa é uma prática em ascensão. Surgida nos Estados Unidos na década de 1970, une a medicina tradicional oriental, com sua abordagem holísitica, e a ocidental, apoiada na produção científica e na tecnologia.
A reunião tem revolucionado a busca pela cura de doenças como o câncer. "A ideia não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença", afirma Lima, que estudou a medicina interativa na Universidade do Arizona (EUA) e cursa o primeiro ano da Barbara Brenner School of Healing, na Flórida, onde a cura é perseguida a partir do estudo da energia humana. O médico é também autor do livro Medicina Integrativa - A Cura pelo Equilíbrio (MG Editores, 139 págs., 32,20 reais). Na entrevista a seguir, ele explica os fundamentos da medicina integrativa e aposta que a prática vai se espraiar por aqui por razões econômicas - por ora, apenas alguns hospitais e somente cinco universidades brasileiros se dedicam ao assunto.

Afinal, o que é medicina integrativa?
É um movimento que surgiu nos Estados Unidos na década de 1970 e que começou a ser organizado com mais rigor na década de 1980, quando entrou para as faculdades de medicina. Hoje, existem 44 universidades americanas ligadas à pratica, que traz uma visão mais holística da pessoa no seu todo: corpo, mente e espírito. O que buscamos é oferecer uma assistência com informação e terapias que vão além da medicina convencional para ajudá-la a se conectar com a promoção de saúde. Eu não tenho a menor dúvida de que a medicina convencional é extremamente efetiva em se tratando de doença, mas saúde não é apenas ausência de doença.
Que terapias são essas?

Sistemas tradicionais como a medicina chinesa e indiana nos oferecem uma gama de alternativas, como acupuntura, reiki, yoga, entre outras, que trabalham a energia do nosso corpo, estimulando uma reação aos sintomas das doenças. A ideia desse movimento não é excluir nada, mas juntar tudo e mostrar que a pessoa é detentora da capacidade de cura da própria doença. Isso é uma mudança de paradigma, porque a possibilidade de voltar ao estado saudável não é algo dado à pessoa, mas é algo inato a ela.

Qual a explicação para só agora a medicina integrativa despertar interesse de médicos convencionais?

Há duas razões: a demanda dos pacientes e a produção acadêmica, que cresce a uma velocidade muito alta. Se entendemos como as coisas funcionam, sabemos que é seguro.

Qual a situação da prática no Brasil?

Estamos em uma situação de dualidade. Os alinhados à prática muitas vezes não usam a medicina convencional de maneira integrada, e os convencionais não usam a medicina integrativa. Temos no Brasil um movimento diferente dos Estados Unidos, menos acadêmico, mas que vem crescendo graças a uma portaria de 2006 que autorizou procedimentos de acupuntura, homeopatia, uso de plantas medicinais e fitoterapias no Sistema Único de Saúde (SUS).

E por que a resistência dos médicos convencionais?

Eu não entendo. Estamos falando de energia e não precisamos ir muito longe para provar que energia corporal existe. A partir do momento que temos uma mitocôndria que produz energia dentro de cada célula, e isso é ensinado no primeiro ano de medicina, não há o que discutir. Temos energia no corpo, e pronto. O curioso é que muitos exames hospitalares rotineiros são baseados em mensuração do campo energético do corpo, como a ressonância magnética, o eletroencefalograma e outros mais sofisticados. Mas se você falar para um neurologista sobre a manipulação da energia do corpo, ele pira.

Por quê?

Porque entramos em um outro ponto da discussão sobre a energia humana, que é a interface com a religião. Estamos vivendo em uma nova fronteira em que se tenta entender essa energia, como ela é produzida, como pode ser manipulada e conduzida. E isso tem um impacto importante na questão da espiritualidade. Por isso, se algum paciente meu acha conforto na religião, se ele se sente bem assim, eu o estimulo a praticá-la.

E como se medem os resultados da medicina integrativa?

Começamos a medir os resultados pelas questões econômicas. A Prefeitura de Campinas,
em São Paulo, registrou uma redução substancial de uso de analgésico dentro do SUS ao oferecer terapias ligadas à medicina chinesa focadas na questão ósseo-muscular. Além disso, tem uma série de trabalhos acadêmicos ligados à genética provando que a qualidade de vida produz efeitos na expressão genética da doença. E uma nova fase de trabalho investiga se uma gestante, cujo feto apresenta uma expressão genética de determinada doença, pode ajudar seu bebê se tiver uma gestação muito cuidadosa.

Como isso seria possível?

O homem carrega no seu código genético informações de doenças que podem ser a causa de sua morte. Isso já é provado. Só que você pode ter a característica genética da doença e não desenvolvê-la, ou tê-la precocemente. Isso vai depender da qualidade da sua vida. Comer bem, respirar melhor, praticar atividades físicas, lúdicas e contemplativas são fatores muito importantes ligados à qualidade de vida e que vão provocar um impacto no nosso bem-estar e, consequentemente, na resposta do corpo às doenças já estabelecidas e àquelas que estão programadas para acontecer. O Prêmio Nobel do ano passado de Medicina (
dividido entre os pesquisadores Elizabeth H. Blackburn, Carol W. Greider e Jack W. Szostak) mostra que, se há uma importante mudança nutricional e de práticas contemplativas, há uma diminuição da expressão de câncer de próstata em determinados grupos de homens.

As pessoas, em geral, estão mais abertas para as práticas alternativas?

No Brasil, entre 45% e 80% dos pacientes diagnosticadas com câncer utilizam algum tipo terapia "alternativa" em conjunto com o tratamento. Nos Estados Unidos, 13% das crianças e 55% dos adultos saudáveis utilizam tais práticas.

O senhor acredita que essa corrente ganhará espaço no futuro?

Acredito. Não por razões humanitárias, mas por uma questão econômica. Afinal, a forma como a medicina é praticada atualmente implica altos custos. Não posso prever, porém, quanto tempo isso vai demorar, porque o convencimento dos profissionais a respeito do assunto exigirá um longo trabalho.

6 de mar. de 2010

FILOSOFANDO SOBRE A VIDA...



A vida é uma jornada onde o próprio caminho * é * a grande magia que se desdobra em cada passo ... o destino: algo que pode ser, infinitas possibilidades, múltiplas variáveis - e isso depende só de você!

O Passado não pode ser mudado, apenas, contemplado a distância.
O Futuro é criado, recriado, imaginado, sonhado... dependente das escolhas que se faz.
O Presente é a única realidade que interage com ambos os tempos dentro de nós. É onde nossa jornada se desdobra, acontece, realiza. E isso o torna o tempo mais importante.

A Vida acontece agora - não depois ou ontem...
Estar consciente de si, dos movimentos que produz, da abundância da diversidade que o cerca e do potencial de interação provocado a cada instante é simplesmente estar atento a jornada da sua vida e criá-la de acordo com as oportunidades que se descortinam à sua frente; sem medo, remorso, tristeza demais, alegria de menos, julgamentos, melancolia ou qualquer coisa que nuble a visão maior que você tenha de si mesmo.
Somos o Sol que vive, pulsa, cria e manifesta tudo - resta saber em qual escolha desejamos viver: se a da Sombra ou a da Luz.

Ame, dance, sonhe, beije, sorria, viaje, cante, apaixone-se, trabalhe, crie, invista em você, em seus sonhos, nas suas relações, no seu presente. Rompa os limites que te cerceiam e que existem apenas na sua mente, recrie-se, abra as asas, alce vôo.

Respeite a si e aos outros, conserve os valores morais dentro de si e os manifeste em todos os lugares e com todas as pessoas; ética, dignidade, educação, ternura, solidariedade, gratidão e honestidade vão manter o equilíbrio entre você e o meio em que vive.

Faça a sua jornada valer cada minuto precioso de sua existência... e exista para toda a vida que pulsa dentro e em volta de você!


Denise Andrews